sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Adeus, velho!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
In my blue...
por favor, quem entender do tema "Mudança do papel social masculino/paterno a partir do movimento feminista", ou sobre feminismo, masculinidade ou paternidade, favor entrar em contato comigo. URGENTE!
Bem, me desejem sorte no sábado e no domingo. Muita sorte! Todo tipo de mandinga [pra eu me dar bem, é claro] é bem-vindo! HAHAHA
beijocas!! ;*
Foi com certa impetuosidade que agi quando cedi, no momento em que eu devia me conter , sem silenciar o que fazia o meu mais nobre dom, a razão, se inibir.
Platão, em O Banquete.
Obs.: me lembrem de odiar aquele puto que me amaldiçoou quando me deu de presente O Banquete, de Platão, todo grifado em partes específicas.
Obs.²: Sinceramente, depois de ler algumas vezes tudo, essa postagem e tudo o que escrevi, acho sinceramente que o meu ciclo hormonal está completamente desregulado.
Obs.³: Esse merece o prêmio de post mais longo e sem noção do blog.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Blacks go out.
Vidinha mais ou menos. Tá tudo tão calmo, tão calmo, que chega a assustar. Semana que vem é a última semana de aula; na outra, viajo para Brasília e no domingo desta semana de Brasília, ainda faço o vestibular da UFF. Na semana seguinte a essa, ENEM e apresentação de monografia. Pode não parecer, mas minha vida está tão, mas tãão calma... [e isso nem é ironia] Minha paz interior me faz esquecer de lutar por certas coisas, como por exemplo passar de ano. Mais zen do que nunca.
Silenciosa, vem a madrugada,
Poucos são os passos
Pelos cantos, amassos
Amaciam essas calçadas.
Andam, vagam
E num beco qualquer
Um homem, uma mulher
Em busca de braços e abraços
Fundem-se, criam laços.
Imapcientes, tragam
Andarilhos pelas ruas
Toda gente, nua, crua
Protegidos, quiçá, despidos
Pela rainha do manto negro, a Lua.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
[Re]Colorindo o cinza cor do céu.
Escrito em 01/09/2009.
Esse cinza me entristece
Ofusca o brilho das demais cores
Em meio ao preto e o branco aparece
Enfeitando alheias dores.
Cinza que esconde o céu estrelado,
Cinza é a cor do meu céu
Transparece o sol meio apagado
Iluminando o meu chapéu.
Cinza é a cor do meu desapreço
Da minha angústia, do meu anseio,
A cor dos poemas que bem conheço
Do que eu escrevo, mas não leio.
Há quem diga que cinza é a imensidão
O escuro, o obscuro, a incerteza,
É medo presente no coração
De quem se refugia na tristeza.
[...]
Distraída, contemplei a paisagem
Meu olhar em seguida se desviou
Eu fitava mais um efêmero personagem.
[...]
Diferente, aquela despedida não era fatal
E cada palavra sua me reconquistou
Tudo era tão bom que nem parecia real.
Um profundo olhar e o último adeus
Deu-me as costas, se virou
Foi a última vez que vi os olhos seus.
Seus passos, já não se podia ouvir
Como aquela rua, um pedaço de mim calou
Via aos poucos sua imagem se esvair.
No horizonte, você sumia
E o brilho do meu olhar se apagou.
Em frente, eu seguiria.
Sai o sol, a lua adormeceu
Posso ver os restos da noite que passou
Os pedaços do que em mim, morreu.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
“I’m just a jealous guy.”
Hoje foi um dia bem normal. Mas, como todos os dias da minha vida, não podia deixar de ter algo bizarro. Na verdade não é nada bizarro. Bizarro porque eu sempre acho que o Universo está em sintonia comigo e eu estou em sintonia com ele; uma sincronização bizarra, mesmo! Acho que Deus é isso, é essa sintonia bizarra [estou exagerando no “bizarro” hoje] que une todas as coisas no Universo. [/drogas] Sabe quando parece que tudo no mundo fala com você, quando parece que todas as situações que ocorrem na sua vida querem dizer alguma coisa pra você, mesmo quando, a primeira vista, não pareça? Então, isso tem acontecido com uma freqüência fora do normal comigo.
Meu professor de Matemática [olha isso, de Matemática!] começou a falar de autonomia. Autonomia, sabe, em nossas ações, nossas decisões... Tomou quase que uma hora da nossa aula falando sobre isso [eu já impaciente, seca, como um viciado em abstinência, querendo altas doses de geometria analítica]. Uma fala dele, em especial, mexeu bastante comigo. Pode ser bobo, mas mexeu comigo. Ele disse que não é digno de admiração aquele que não peca não porque opta por não pecar, mas porque se priva de tudo o que possa o expor ao pecado. Admirável é aquele que se expõe ao pecado, o enfrenta e não se deixa levar por ele, é aquele que se deparou com uma situação em que ele poderia pecar ou não e escolheu não pecar. E é a mais pura verdade. Eu trouxe isso pra minha vida. Tenho passado por muitas situações assim, em que eu as supero não porque as enfrento, mas me tranco, fujo, para não ser afetada por elas; ignoro a existência delas. Eu realmente creio que as coisas não acontecem por acaso, era pra eu ter ouvido aquilo ali, naquela hora. Eu precisava ouvir.
A propósito, estou escrevendo uma carta muito foda pra entregar ao Márcio no último dia de aula, eu sinto que preciso. Ele deve saber o quão importante foi/ está sendo pra mim ao longo destes três anos. Ele contribui ENORMEMENTE pro meu amadurecimento e pro meu crescimento pessoal. Ele me apresentou Freud, Focault, Psicanálise, Filosofia da Matemática; ele chegou a me fazer pensar em cursar Matemática na faculdade, olha que absurdo! Quando ela estiver pronta, eu posto aqui [talvez]. Só um parêntese: tadinho, na quinta-feira passada foi aula dele também; eu estava indo embora quanto encontro com ele indo para o colégio. Ele disse: “Você tá bonita hoje” [acho que é a primeira vez que vi o Márcio elogiando alguém ao invés de esculachar], aí eu mando uma assim: “Obrigada. Bonita para matar a sua aula.” ’ Coitado, ele nunca mais vai elogiar ninguém. O pior de tudo é que eu REALMENTE não assisti à aula dele naquele dia. Achei que hoje ele fosse ficar puto comigo, mas nem ficou, sorriu pra mim, me deu um abraço e tudo. Ah, ele me adora, vai! Ele disse que é impossível ser normal naquela turma estudando com uma pessoa que lê Wood Allen e é completamente despirocada [vulgo eu]. Disse ainda que a humanidade se tranca, se aliena pra não ter que encarar a existência de malucos/psicopatas como eu. “Seu nascimento foi a assinatura da sentença de um mundo perdido. Esse dia vai ficar entrar pra História. Você não presta.” Essa excrotice dele faz dele um dos caras mais fodas do mundoo! Adoro pessoas excrotas. *reverências*
Vamos à diante na lista “Coisas estranhas que só acontecem a Lary”. Um cara que, nunca falei na vida, que nunca vi na vida, me parou na rua, virou pra mim e disse que eu estava numa fase de transição da minha vida, uma fase muito conturbada, turbulenta e que muita gente precisava de mim. Mas que, antes, eu precisava resolver a minha vida, resolver coisas que só eu podia resolver pra daí então, ajudar essa gente. Disse que eu precisava primeiro cumprir/completar o meu karma [que merda de karma é esse? Em vidas passadas devo ter sido muito filha da puta, uma destruidora de casamentos, lares e famílias, né?] antes de fazer qualquer coisa, de ajudar qualquer um, antes de estar liberta para a minha vida, de ser “feliz pra sempre”. Disse um “tchau, Laryssa”, virou as costas e foi embora. Como assim? Que diabos é isso? Como ele sabe meu nome? De repente parece que todo mundo sabe o meu nome, sabe da minha vida, porra! Que merda é essa? Todo mundo sabe mais da minha vida do que eu. Eu por acaso tenho uma placa escrita na testa “Por favor, me parem na rua e leiam a minha sorte/ meu futuro? Ps.: Não se apresente nem diga boa tarde.” E já não é a primeira vez que isso acontece comigo. No meu aniversário [há exatos 75 dias] aconteceu a mesma coisa...
Enfim, esquisitices a parte, acho que estou evoluindo em algumas coisas e regredindo em outras, certa pesso que o diga [¬¬’]. Fico triste de ver que não tenho maturidade pra enfrentar certas situações, em me ver apenas como uma menina. Como se não bastasse, mimada, muitas vezes. E talvez eu realmente não passe de uma menina. Sabe, você buscar sempre a maturidade perfeita e perceber, de repente, que você é um ser completamente imperfeito e que terão sempre situações em que você não terá maturidade pra enfrentar, mas irá adquirir; outras em que você não terá e não conseguirá adquirir maturidade pra enfrentar, porque você não é perfeito, porque muitas vezes é cabeça-dura. Eu percebi também que talvez eu esteja no início de uma nova crise existencial. =\ Oh, merda! Antes dos vestibulares NÃÃO!
Mais um enfim e eu acho que posso postar meus textos. Bem, na verdade, eu não ia postar as poesias que postarei, eu troquei de última hora, última hora mesmo. Como quase tudo o que escrevo, nenhuma das duas tem título. Não tenho criatividade pra títulos e também não quero nada clichê [apesar de eu ser clichê muitas vezes =p]. A data de uma não importa, nada importa. E a da outra, bem, esqueci de colocar quando escrevi =\.
Obs.: Só estou postando essas coisas porque hoje é hoje, eu estou bem para fazer isso. Se fosse qualquer outro dia, eu com toda certeza não postaria.
Viver de lembranças
É coisa que ninguém quer
Mas quem sabe a criança
Que habita a alma da mulher?
Contra um sopro de esperança
Um vendaval de realidade.
Quem é que não balança
Ao andar pelas ruas desta cidade?
Nossos abraços e amassos
Desenhados em todos os muros
Por onde passo, nos refaço
Em cada canto escuro.
Recuperando a cada esquina
Os abortos da memória
Em meu peito, como um filme, desatina
O flash back daquela história.
A próxima é bem pequena, sucinta, saudosa e igualmente sincera.
Na caixinha, guardo a fotografia
E os escritos de um bar
Revejo tudo ao som da melodia:
Refrões de bolero me fazem lembrar.
Ouço com atenção, paciente
Juro que não é inconseqüência
Mesmo que pareça incoerente
É doce a tua ausência.
Ainda guardo a fotografia
E assim, pro teu sorriso posso olhar
Ele flui ao som da melodia
Refrão de bolero me faz lembrar.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
À linda mulher que me protege.
Amargo Caminhar
Contemplava distraída o caminho deixado pela trajetória irregular das tristes gotas refletidas no espelho. Ao final, podia sentir no canto da boca o salgado gosto da dor. Sabia que se pudesse sentir o gosto do sentimento de abandono, ele seria amargo. Como compreendia não poder prová-lo, apenas sentia a sua presença, pulsante dentro de si, fazendo com que os batimentos de seu coração se transformassem em um incômodo latejar.
Com o tempo, o gosto ia se tornando agridoce. Era confortante saber que ainda conseguia encontrar os pequenos diamantes quentes escorrendo já sem pressa e sem vontade pelo seu rosto mal-tratado. Sentava de pernas cruzadas, com seu olhar vazio, fundo de dor, raso de lágrimas, buscando o menor vestígio de algo bom em que pudesse se agarrar. Não achava. Pensou em um novo caminho e sentiu a ânsia de tê-lo para si, na tola tentativa de se sentir melhor.
Paralisada, ficou contemplando o caminho recém-formado. Entre medos e dúvidas viu um novo jeito de caminhar. Uma linha vermelha vibrante desenhava rios em seu pulso que terminavam no chão, em pequenas gotas solitárias. Mergulhada em toda a sua indiferença, ela compreendeu que o fim era inevitável. Se matar um pouco às vezes é essencial para que se consiga continuar a viver.
Texto adaptado escrito por Mayara Veloso. (:
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Mais do que um título, preciso de nome para fármaco.
Bem, pra começar, eu só faço merda. Ou não. Não, sim, sim, eu só faço merda. Se você pudesse interferir no livre arbítrio de alguém, o faria? Vocês acham que os fins justificam os meios? Bem, eu sempre achei, mas agora estou levando isso mais a sério, de forma assustadora. Vocês sabem que quando eu cismo com algo/alguém, fudeu, não há quem me faça desistir, só eu mesma. E sabe, por enquanto não quero desistir de nada não, de nada mesmo. Não sirvo pra isso. Esse verbo não existe no meu vocabulário. Admito que sou orgulhosa demais pra desistir. Eu finjo que esqueço, deixo quieto, mas isso não passa de uma estratégia. Na verdade, irei revelar o meu grande segredo [que aliás não é segredo nenhum pra ninguém, afinal, é assim com todo mundo, ou pelo menos com a maioria das pessoas]: a minha vida é movida em função dos meus desejos e das minhas vontades. Imagine o gráfico disso: um caos.
Eu tenho muito medo da decisão que acabei de tomar, talvez ela não seja justa. Ah, justa? Justo o mundo não é. Bem, me desejem sorte. A decisão já está tomada. Quem sabe eu não acabei de fuder a minha vida toda?
Obs¹.: estou prestes a inventar uma pílula [que na verdade não é vacina, mas um soro, o que é muito diferente] anti-amor. Divulgarei quando estiver pronta. Enfim, meu projeto dando certo. Em fase de pesquisa. Contra-indicado para indivíduos com alterações hormonais.
Obs².: O Obs¹ é sério!
Havia neste triste rosto
um sincero sorriso, sorriso meu.
Hoje me fito no vidro fosco,
é escárnio, meu sorriso morreu.
Em cada movimento
meu, há um loucura latente,
vejo que não há momento
em que eu aja racionalmente.
O vômito suja a imagem refletida
em meio a cigarros e comprimidos,
ao nada e ao absinto acometida,
julgo os momentos que foram vividos.
Vejo-me diante daquela criança,
eu, a criança adulterada.
Entre sopros e ventos de esperança,
sigo solitária e amargurada.
Escrito em 27/08/2009.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Vontade de dançar até amanhecer.
Hoje eu não estou bem, não, não estou. Mas o bem é no sentido de normal, porque estou me sentindo ótima hoje! Tudo bem que as coisas estão meio fora do lugar, mas com calma, tudo se ajeita.
Tenho vontade de falar o dia todo sobre o que eu faço, sobre o que eu tenho feito, sobre o que eu gosto de fazer: cultura de bactérias. *-* Ah, como são belas as bactérias... Ontem elas até me causaram uma dor de garganta, e por isso não fui para o estágio hoje. Ah, Streptococcus pyogenes, eu e você como unha e carne. =\ Merda. Ainda sim, gosto delas. Bacteriologia me faz flututar, me faz entrar em êxtase, é meu 3,4-metilenodioximetanfetamina. hahaha Elas me deixam tão confusa e tão encantada... [tocam sininhos] =p
Final de semana cheio de programas gays. Hoje, bar gay; amanhã, festa gay. Meu Deus [é melhor deixar Deus fora disso], esses meus amigos me destroem. hahaha Enfim, pra combinar, poesia gay. \o/
Escrita em 03/10/2009.
Uma delas
Logo que acordo pela manhã
Peço a Iansã uma ajuda,
Um forte vento ventado
Que a deixe desnuda.
Quero ver teu corpo puro,
Bem do jeito que se formou
As tão perfeitas curvas
Que Deus, sabiamente, desenhou.
E sai por aí nos remelexos de amor,
Nas rodas de samba, em cada esquina,
Conquistanto, encantando,
Mulher de beleza divina.
Não é só bonita, é bela,
De andar desinibido,
De sorriso envergonhado,
De discurso cuspido.
Ela está nas músicas de Chico
E agora até na minha inspiração
Não sei se é amor ou simples reação
De um solitário coração.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Come as you are, as you were...
Hoje estou meio dramática, isso é fato. Meu coração parece que vai explodir. Acho que os meus sentimentos não cabem no meu coração. Não, não cabem, ele é pequeno demais. Eu tenho escrito algumas merdas. As pessoas me deixam confusa, aliás, as pessoas são confusas. Adiciono à minha lista de piores sentimentos do mundo, a rejeição. Bem-vinda, amiga. =) Bem, ao todo, uma força com aceleração de 10 m/s² me empurra pra baixo, mas eu supero isso, eu sou mais forte. ;D
Eu sinceramente não sei o que postar hoje, tô enrolando pra ver se penso em algo. Já sei, vou postar dois textos.
Escrito em 27/08/2009.
Doces momentos os das tuas palavras
Sinto em minha pele o teu versejar
Palavras tão sentidas, afáveis
Encantavam-me, deixavam-me sem ar.
Vejo que a felicidade estava aqui
Penso “como pude deixá-la fugir?”
Não, minha memória a aprisionou
Fecho os olhos e a deixo vir.
Lembro do teu coração, as batidas
Do que foi bom, as noites de amor
Ainda amar-te-ei platonicamente
Só de olhar-te, lembrar teu sabor.
Amar-te-ei em segredo, em silêncio
O meu mundo, encher de fantasia
Amarei um amor sentido e escrito
Amor todo em forma de poesia.
O próximo, foi escrito no dia 04/10/2009. Se chama "Google pessoal". =)
“google” pessoal
Procuro-me em minhas idéias,
Pensamentos e discursos
Por vezes contrários e confusos.
Acho-me parcialmente.
Procuro-me no homem que idealizo,
Em quem eu amo, em quem eu quero,
Naquilo pelo o que espero.
Acho-me parcialmente.
Procuro-me em cada mulher
Nas abomináveis, sujas, sádicas,
Nas ricas, inteligentes e trágicas.
Acho-me parcialmente.
Procuro-me no silêncio de uma conversa
E nas conversas barulhentas e vazias,
Na ladainha nossa de cada dia.
Acho-me parcialmente.
Procuro-me nos livros e dicionários,
Na redundância dos poetas,
Em jornais, tablóides e cartas abertas.
Acho-me parcialmente.
Procuro-me em você,
Em mim,
Em todos, enfim.
Acho-me parcialmente.
E eu já não sei pra onde vou
Ou do que eu possa fazer parte
Vou pra Vênus ou quem sabe Marte,
Pra um lugar diferente, sem gente
Pra ver se me encontro totalmente.
E pra finalizar, uma música. =)
Maybe I'm amazed at the way you love me all the time
Maybe I'm afraid of the way I love you
Maybe I'm amazed at the way you pulled me out of time
And hung me on a line
Maybe I'm amazed at the way I really need you
Maybe I'm a girl and maybe I'm a lonely girl
Who's in the middle of something
That she doesn't really understand
Maybe I'm a girl and maybe you're the only man
Who could ever help me
Baby won't you help me understand
Maybe I'm amazed at the way you're with me all the time
Maybe I'm afraid of the way I leave you
Maybe I'm amazed at the way you help me sing my song
Right me when I'm wrong
Maybe I'm amazed at the way I really need you
Maybe I'm a girl and maybe I'm a lonely girl
Who's in the middle of something
That she doesn't really understand
Maybe I'm a girl and maybe you're the only man
Who could ever help me
Baby won't you help me understand
Maybe I'm amazed at the way you're with me all the time
Maybe I'm afraid of the way I leave you
Maybe I'm amazed at the way you help me sing my song
Right me when I'm wrong
Maybe I'm amazed at the way I really need you.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Queria ouvir "Yellow", mas só me restam blues
Enfim, assim como ondas de azar me pegam, ondas de boa sorte também me pegam [e que isso saia bem baixinho, pra que as marés não mudem], mas acho que isso é mais reflexo de uma promessa que eu fiz a mim mesma semana passada: a partir de agora, meu objetivo é ser a melhor em tudo o que me proponho/comprometo a fazer, assim, darei o máximo de mim em tudo o que eu fizer. Acho que isso é o que faltava na minha vida [não só isso, mas também], acho que muitas coisas vão melhorar agora. Sabe, o costume à mediocridade é um problema seríssimo, eu me acomodava. Mas agora vai ser diferente, aliás, já está sendo. Por incrível que pareça, esse pensamento já mostrou sua eficácia em menos de uma semana.
Descobri anteontem que a minha monografia já tem quarenta páginas, e sem contar com as entrevistas e com a discussão. Eu finalmente consegui marcar as entrevistas. =D Acho que em um mês, ela está prontinha, linda e maravilhosa. Sabe, eu nunca me dediquei tanto a uma coisa como eu estou me dedicando a ela, e é difícil chegar no final e ainda gostar do assunto sobre o qual se escreve, e eu consigo ficar a cada dia mais encantada com ele, eu passaria a minha vida toda falando sobre ele, meus olhos brilham quando falo da minha monografia. Ela só não me faz mudar o encanto que sinto pelo corpo humano e em especial pela genética, e é por isso, só por isso que não farei antropologia.
Como eu ia dizendo, a minha dedicação me resultou há algum tempo, na possibilidade de publicação de um artigo e agora, numa bolsa de iniciação científica na área de gênero. *-* Eu não acredito até agora... E ela ainda nem está pronta. Acho que o que tá me fazendo dar a minha vida por ela [olha, que exagero] é a expectativa que as pessoas criam em cima dela. Isso é bom e ruim. É ruim porque às vezes as pessoas esperam por uma coisa que não é bem tudo aquilo, mas é bom porque você vai dar o melhor de si para superar as expectativas, ou pelo menos correspondê-las.
Sabe, é legal ver o resultado [aliás, não é o resultado ainda, enfim] de um trabalho bem feito, ou pelo menos ver que você se esforçou ao máximo para conseguir algo. É adorável você ouvir do seu professor de física, um cara que você admira, tanto como pessoa quanto como profissional, um cara em quem você se inspira, que ele admira muito você. Isso é realmente muito bom.
Bem, e ENEM está aí, pra fudeeeer geral. Não sei ainda há tempo de fazer valer a minha promessa pra essa prova, já que é a matéria de três anos perdidos. Mas eu acredito que falta de tempo é desculpa dos incompetentes e não creio que eu seja uma. Então, sábado e domingo, eu vou dar o melhor do que tenho aqui, agora [ou o melhor do que eu tiver até lá], e sei lá, seja o que Deus quiser. Com sorte, o tema da redação será "igualdade de gênero", "feminismo" ou algo do tipo, ou até quem sabe, Darwin. :D
Bem, hoje eu vou desovar algo que escrevi em agosto [que mês bizarro]. Sobre certas coisas, não quero falar.
Escrito em 09/08/2009.[/bizarrice]
Minha poesia está vazia
Da minha memória,
Seu rosto se esvaía.
Seria uma bela história.
Lembro que ao teu lado
Eu era feliz, eu ria.
No teu adeus, já desbotado,
Meu sorriso morria.
Eu já me acostumei
Há quanto tempo,
Eu já nem sei
Tudo jogado ao relento.
Num canto qualquer
Sinto o teu cheiro,
Teu gosto de café,
Sinto teu corpo por inteiro.
Posso ouvir nossos passos
Uma certeza se faz em mim
O calor dos teus abraços
Parecia não ter fim.
Memória, nostalgia
Deitada em teu peito
Lembro que me desfazia
À tua moda, do teu jeito.
Lembro tua ternura,
Foi em mim que a esqueceu
Além da doçura
Dos beijos que me deu.
Nosso amor, nossa alegria,
Não pense que morreu.
Apenas viraram poesia,
Eternizaram-se, num lugar só meu.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
'Cause I found myself.
"Chega de fazer fumaça,
De contar vantagem
Quero ver chegar junto
Prá me juntar, é!
Me fazer sentir mais viva,
Me apertar o corpo e a alma
Me fazendo suar
Quero beijos sem tréguas
Quero sete mi'léguas
Sem descansar
Quero ver
Se você tem atitude,
Se vai [me] encarar."
Escrito em 08/08/2009.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Poema mudo.
O vazio ecoou a minha voz
Que chegou aos montes mais distantes,
A penhascos, a uma enorme foz
Não há ninguém pra ouvir.
Tranquei-me, eu na minha certeza
E certeza é boa de se ter.
Não há tormento, não há tristeza,
Também não há quem me tire daqui.
Pensei os pensamentos mais banais,
Sem pudores, não há quem me censure.
Cheguei às conclusões mais geniais
Mas não há ninguém pra ouvir.
Fiz as mais belas prosas e poesias
Explorei o inexplorado e inexplorável,
Quero sair, espalhar as minhas alegrias
Mas não há quem me tire daqui.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Aí eu disse: "Quem tem medo é você"
Exige-nos esforço máximo, força, vitalidade,
Como uma criança, um ser em sua mocidade,
Creio nessa frustração, nessa tola vaidade.
Então eu seguia valente nessa incansável procura
Até o dia que extirparam a fantasia, a minha ternura
Um dia disseram-me uma coisa difícil, coisa dura
Que buscar a felicidade é entregar-se a amargura
Mas eu sei, tudo passa, morre, tudo é fatalidade,
E a tristeza sempre vem, chega sem idade,
Roubando nossa alma, tirando-nos a liberdade,
Mostrando que dura e amarga é a realidade.
Felicidade é sentimento absurdo, meio incoerente
Quem diz que a sente não fala a verdade, mente
Não creio nem mesmo que seja dor ausente
Pois é dor em potencial, é tristeza latente.
Agora felicidade é somente um brio barato,
Algo tão fútil como uma bolsa ou um sapato,
Uma simples meta, estabelecida por um contrato
Meramente utópica, longe de ser um fato. Acho que agora me sinto bem melhor. É como vomitar quando se tem crises hepáticas, dá um alívio. Bem, queria uma pessoa em especial lesse algumas partes desse texto, né srta Sartre-Cabeça-Dura? (: Tem que parar de inventar, de achar coisa onde não tem, meu polegar opositor! :*
domingo, 6 de setembro de 2009
Sem título, títulos não são comigo.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Ponderações acerca de agosto.
Peno, sofro em meio a agosto
Meu ócio não é nada produtivo
De má vontade e mau gosto
Escrevo versos de modo furtivo.
Uma tristeza e uma epidemia
Em agosto, grande ócio
É, agosto me causou alguma alegria.
Epidemia às vezes é bom negócio.
Agosto de dias preguiçosos
No futuro, será que me lembro?
Ai, dias tão ociosos,
Deixando tudo pra setembro.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Sobre mutualismo e outras relações.

Pelo meu suor, pelos meus dedos
Faz com que eu me sirva, me entregue
À ele sem pudor ou medo.
Louco amor, insistimos em fazer
Alimentamo-nos de nossos desejos
Na incessante busca do desperto prazer
Perdemo-nos em meio às carícias e beijos.
Eu não nego, me entrego, eu me dou
E do meu corpo, ele se alimenta.
De tudo o que cresce, do que vingou
É o desejo dele o que me sustenta.
Para alimentar minha poesia,
Ao meu lado, ele se deita
Produzindo matéria, sugando energia
Fazer amor, simbiose perfeita.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Mundo Grande.
Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.
Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande. Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Visite as diferentes cores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem...sem que ele estale.
Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma. Não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! vai inundanado tudo...
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos - voltarão?
Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que os homens se comunicam.) Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei a voz de gente.
Em verdade sou muito pobre. Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstantes exaustivas e convocando ao suicídio.
Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
- Ó vida futura! nós te criaremos.
Fico me questionando: "Por quanto tempo ainda pensarei assim?"
domingo, 23 de agosto de 2009
Traição
Corro por entre as paredes
Que fazem círculo deste labirinto.
Nado rios de absinto
À procura da saída.
O tempo passa, nada muda
A paisagem, o rio, a água,
Até mesmo a minha mágoa,
Tudo parece imutável.
Eu acreditava na mudança,
Agora não sei se nem tudo é o que parece
Só sei que não importa por onde eu comece
Para lá, sempre voltarei.
Aquela mesma confusão
Ainda presente na minha memória
Vejo se fazer a mesma história
Sabendo eu, o fim.
Refleti sobre o que eu havia escrito. Vi-me diante de um dilema dos brabos. A questão é que eu não sei mais se toda mudança é realmente uma mudança (mudança relacionada ao ser, de qualquer coisa ou evento).
Talvez se eu disser que nem toda mudança é uma mudança, eu esteja traindo de forma brutal aquilo o que eu acredito, porque a mudança estaria sendo de certa forma imutável, ou seja, não há mudança. Eu estaria destruindo a minha crença (se é que assim posso dizer) com ela mesma. "Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio. Dissipa-se e reúne-se; avança e se retira." Heráclito de Eféso, fragmento 91.
Bem, se não há mudança no rio, na paisagem, ou em quem entra no rio, há como entrar duas vezes no mesmo rio sim. Mas aí lembrei, para não me sentir culpada, do fragmento 49a de Heráclito: " Descemos e não descemos nos mesmos rios (...)". Ou seja, com a mudança, o rio se torna diferente, se torna outro rio, mas ainda é o mesmo.
Mas podemos analisar a minha dúvida sob uma outra luz. Se segundo Heráclito as coisas são e não são (frag. 49a, antítese a fala de Parmênides), a mudança também pode ser e não ser. A mudança pode ser imutável, não surtir efeito. É uma mudança, mas que não muda nada. Acho que tudo é o ponto de vista.
Bem, antes eu tivesse parado no questionamento acerca da mudança. O problema maior é que eu citei Parmênides. Acredito que essa tenha sido a facada mor. Pensei, pensei. Não é possivel que eu concorde com Parmênides, vá contra Heráclito. Foi aí que tudo se esclareceu pra mim, que tudo se encaixou. Eu não estava indo contra Heráclito. Percebi uma coisa curiosa.
Fiz referência ao fragmento 5 de Parmênides "Pouco me importa por onde eu comece, pois para lá, sempre voltarei novamente." E de fato, acredito nisso, e isso tinha me deixado assustada. Fiz uma articulação desse fragmento de Parmênides com a obra de Heráclito.
A minha interpretação para este fragmento é que, não importa o caminho que eu tome, o fim será sempre o mesmo, eu voltarei sempre pra onde comecei. Isso indica duas coisas:
- A vida é só princípio, um ciclo, onde o final é sempre princípio e o princípio é final;
- Todos os caminhos levam a uma mesma coisa.
Acerca do tópico 1. Ora, com estepensamento, Parmênides, podemos concluir que a avida é como um círculo, um ciclo, onde o final é o princípio e o princípio é o final. Este pensamento está em concordância com o fragmnto 103 de Heráclito: "Na circunferência, o princípio e o final se confundem." Ou seja, há como ser e não ser ["Descemos e não descemos nos mesmos rios, somos e não somos", Heráclito, frag. 49a], pois em medida que se faz final, já é princípio e vice-versa. Se eu voltarei pra onde eu comecei, o final se faz onde foi o princípio. Eles se confundem porque "[...] a mudança de um dá o outro reciprocamente" [Heráclito, frag. 88]. Princípio e final são contrários, mas constituem um binômio, a mesma coisa, são somente um.
Acerca do tópico 2, podemos dizer que se todos os caminhos levam a uma mesma coisa, para efeito, são os mesmos cominhos, e isso Heráclito também afirma no fragmento 59, que diz: "O caminho da espiral sem fim é reto e curvo, é um e o mesmo."
Ou seja, acredito que o 5º fragmento de Parmênides não seja o ideal para sustentar a imobilidade do ser, e acredito que quanto a esse fragmento, há até uma certa concordância com Heráclito, talvez seja por isso que de cara me encantei tanto com ele [o fragmento]. :p
Mas sinceramente, agora não discrimino tanto Parmênides. Sei lá porque. Antes eu tinha um puta preconceito com ele, mas parece que depois de algumas leituras, compreendi o ponto de vista dele. Acho que estou como o Calvin naquela tirinha sobre o "cubismo". Estou conseguindo enxergar de vários ângulos. Em partes, tá sendo horrível, confunde muito. Essa minha alta capacidade de compreensão às vezes me incomoda, às vezes me perjudica, às vezes me deixa a ver navios, às vezes faz com que eu [às vezes não, sempre] ceda por compreender o outro ponto de vista [mesmo que eu não largue o meu, na maioria das vezes]. A questão é, acho que estou conseguindo largar meus preconceitos. Acho que não odeio Parmênides tanto assim. Há falhas nos escritos dele, assim como há nos de Heráclito. Mas não sei, é uma questão de gosto, me identifico mais com Heráclito. Um dia quem sabe eu possa ler alguém que encontrou o meio termo entre os dois [que é no que eu acredito], quem sabe um dia eu mesma possa fazer isso?
Enfim, qualquer discordância, estou aberta a discussões, okay?
E-mail: lary.rfsl@gmail.com
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Por que sempre a vida?
Minha vida é o aborto de um poeta
Um projeto mal-feito
Uma passagem secreta
Um rio sem leito.
Minha vida é um abismo
Um atalho, um caminho,
Um trajeto que cismo
De percorrer sozinho.
Minha vida é incolor
Um fracassado fraseado musical
Formado só de dós de um dor
Que afiam meu bom e velho punhal.
Minha vida é belo perigo, anoitecer
É uma mazela, uma cancela
Onde paro pra escrever
Nas velhas páginas amarelas.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Novembro.

Soneto de Novembro
Exala o final do odor das rosas.
Novembro, dias incomparáveis.
Tão belo, setembro não chega a tal.
Novembro, tuas manhãs afáveis...
Novembro encanta, hipnotiza.
As pétalas de tuas flores são
Belos poemas e poesias,
Suaves notas de uma canção.
Nos jardins, casais entorpecidos,
Enlouquecidos, convencidos
De que a doce primavera acabou.
Arrancam flores, cores, amores
Das formosas pétalas, sabores.
Se bem me lembro, belo novembro.
